Criatividade é mais sexy, mas sempre foi sobre autonomia
- criatividadeaolume
- 3 de jun.
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Como se criam espaços onde as pessoas se possam sentir autónomas e responsáveis, mas ainda assim possam depender? Como guiar sem deixar desamparada, mas sem limitar demasiado? Quando ofereço opções, estou a limitar ou estou a deixar uma porta entreaberta? Estas têm sido questões centrais para mim. Nem todos recebemos uma educação que nos incentive a pensar pela nossa própria cabeça. Muitos de nós somos incentivados a seguir regras, memorizar respostas certas e se surge uma questão, não falamos pelo risco de sermos humilhades. Numa sala de aula em silêncio, a probabilidade de duas ou mais pessoas terem a mesma dúvida é grande e estão à espera que alguém faça a primeira. Então algo que me motiva é criar estes espaços onde se incentiva à participação. Onde na presença de apenas uma resposta, se possa reflectir sobre os motivos que a tornam a resposta certa, onde na ausência de uma, se possam pensar nas várias opções e tomar consciência de tantas hipóteses que existem. |
![]() Ao tomarmos consciência das diversas possibilidades, surge outro dilema: a escolha! Muitas pessoas chegam aos workshops e aulas a dizer que não gostam de escolher. E como é possível viver sem escolher? Se não escolhermos, alguém escolherá por nós; não escolher também é uma escolha em si. Pequenas escolhas, como quais materiais usar para desenhar ou quais vegetais cozinhar, são, portanto, passos práticos rumo a escolhas maiores. E quanto mais nos acostumarmos a escolher, mais saberemos o que queremos e por quê, e nos tornaremos pessoas mais autónomas. |





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